Parece uma tarefa fácil, SER quem realmente somos e FAZER aquilo que nos faz bem, independente da opinião alheia. #sqn
Não é bem assim, não é mesmo?
Por muito tempo eu senti culpa e não vou dizer que as vezes por algumas coisas eu ainda sinta, mas bem menos. E tá tudo certo!
Estou consciente e aceito isso.
Mas vamos olhar para isto com calma, carinho e acima de tudo respeito. Respeito a nós mesmos, ao nosso SER que é livre de regras e rótulos, de críticas e julgamentos e de “N’ coisas que nos enfiaram guéla abaixo….
Eu vou te contar do que eu sentia culpa, talvez você se identifique, talvez não, mas escrever sobre isso será libertador para mim \o/ e ou chocante para outros..
Há muitos anos eu fui rotulada a queridinha da mamãe, e aceitei este rótulo, fazendo valer cada minuto da minha vida: SER A MELHOR FILHA.
PRA QUE? Para me sentir aceita! Por que eu mesma não me aceitava como eu realmente era, então fazia o que os outros achavam melhor pra mim.
POR QUÊ? Por que gostava de ouvir elogios, ser reconhecida e mimada.
O QUE GANHEI COM ISSO? Nada! E TUDO! Não ganhei nada sendo o que não era, pelo contrário, só sofri e me frustei comigo mesma. TUDO, por que através deste sofrimento aprendi que nessa vida, nascemos e morremos sozinhos e precisamos SER o que viemos ser, FAZER o que viemos fazer e TER tudo aquilo que merecemos ter….seja bom ou ruim. Aceitar isso em primeiro lugar é um grande passo para amenizar o sofrimento. Depois disso o segundo passo é agradecer. Isso mesmo, SEJA GRATO(A), a tudo e a todos. A todos aqueles que te fizeram sofrer, mas não se esqueça de que foi você quem permitiu!
O sofrimento é opcional sim, eu sei disso hoje, eu escolhia o sofrimento para ter atenção das pessoas, ter carinho e a “pena” que elas sentiam de mim..
Já diz um velho ditado, ou aprendemos pelo amor ou pela dor…e realmente, a maioria de nós aprende pela dor, ou não! Há aqueles que ainda preferem ser vítimas de si mesmos, não assumindo a responsabilidade que lhes cabe…
Enfim…eu sentia culpa por estar vivendo bem! Fazendo o que queria, estando com quem eu queria, saía e voltava a hora que queria… que louco isso.
Eu sabia que, de onde eu saí, as coisas não estavam tão bem e por isso eu me sentia culpada por estar bem.
Eu me sentia culpada quando alguém falava algo em relação àquelas situações que eu vivia antes, que eu não era mais aquela pessoa.
Eu me sentia culpada por sair para algum lugar, por conhecer pessoas diferentes, por comer bem, por ter uma renda fixa, por escrever o que eu sentia…..
Eu estava em outro lugar, mas minha mente estava lá naquele meio que eu vivi, por que eu me importava com as coisas que falavam e pensavam a meu respeito. E aqui em outro Estado atraí pessoas que pensavam parecido, foi desafiador entender isso e transmutar o sentimento de culpa.
Mas hoje, definitivamente, eu penso que: o que as outras pessoas pensam e falam, diz respeito a elas mesmas. É algo interno mal resolvido e eu não preciso carregar isso comigo, por que esta bagagem não me pertence.
Então queridos, o que tenho pra dizer é: VIVAM SEM CULPA!
Respeitem e aceitem as pessoas como elas são. É O QUE É.
Aprendam a olhar com compaixão para isso e jamais deixe de ser você.
Quem te ama vai te compreender, te aceitar e caminhar ao teu lado.
Quem não SE ama (amor próprio), vai te criticar e se afastar. E está tudo certo, por que você precisa ter ao seu lado pessoas que pensam e buscam o mesmo que você. O MELHOR, para si e para os outros. Sem ter de fazer só para agradar, mas por que realmente sente vontade de fazer.
NAMASTÊ
EU SOU Iara Simoni
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